Em uma carta-régia “interina e provisoriamente” promoveu a Abertura dos Portos brasileiros às Nações Amigas. A decisão eliminou a ideia de que o comércio da metrópole era exclusivo da Colônia. Foi um duro golpe no chamado Pacto Colonial, o que já contribuiu para a futura Independência do Brasil. Em alguns gêneros comerciais, o rei continuava o monopólio. É o caso do pau-brasil e alguns produtos que de forma notória se viam estancados.Essa decisão de abrir os portos já coincide com o surgimento do capitalismo industrial. A Grã-Bretanha já estava no cenário e se interessava por tal decisão. Os burgueses ingleses eram sedentos por comércios com diferentes mercados: o chamado livre-cambismo.
Além disso, observou-se que as classes dominantes na colônia eram essenciais para o príncipe regente. Os aristocratas rurais não mais dependiam dos intermediários em Portugal. Tinham mais lucros ao exportar e adquirir produtos com menores preços. Até mesmo as elites agrárias passaram a definir seus líderes, como foi o caso do José Maria Lisboa, o conhecido visconde de Cairu, estudioso de Adam Smith e afeito às teses econômicas.
O estatuto da colônia foi sendo substituído por instrumentos industriais. A manufatura e a indústria no Brasil passavam por mudanças com a construção do Morro de Congonhas e do Pilar. Na Fazenda Ipanema também houve incrementos. Especialistas da Europa vieram ao país para esclarecer e avançar na produção de tecidos com o uso do algodão do Maranha. Ainda assim, crises nessa lavoura foram observadas.